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domingo, 18 de outubro de 2009

Reportagem sobre analfabetismo ganha prêmio Vladimir Herzog



A Agência Brasil foi a vencedora do 31° Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos na categoria Analfabetismo Cultural, com a reportagem especial multimídia Analfabetismo: a exclusão das letras, veiculada em maio de 2009. A TV Brasil recebeu menção honrosa na mesma categoria com série de três reportagens sobre educação.

Veja mais reportagens do especial:

No ritmo atual, Brasil ainda levará décadas para erradicar o analfabetismo
Especialistas: Idade avançada é entrave para superar analfabetismo
Analfabetismo funcional é mais um desafio que o Brasil precisa enfrentar
MEC não consegue atrair docentes para trabalhar em turmas de alfabetização
Metas de redução do analfabetismo serão cumpridas, diz MEC

A reportagem especial Analfabetismo: a exclusão das letras foi produzida pela repórter Amanda Cieglinski, com colaboração de jornalistas das sucursais da Agência Brasil em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Curitiba e Manaus, da equipe de fotografia e da equipe multimídia da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A reportagem traz um retrato do analfabetismo no Brasil. Com a contribuição de especialistas e depoimentos de quem enfrenta as dificuldades da falta de letramento no dia a dia, o especial aponta as principais causas do problema e possíveis caminhos para que o país supere esse desafio.

Já a série de reportagens televisivas, produzida pelo repórter Fábio Féter em escolas de ensino fundamental e médio da rede pública da grande São Paulo, apresenta desafios da educação, com questionamentos sobre como educar e para que educar, além de abordar o problema do analfabetismo funcional. A série foi veiculada entre julho e agosto de 2009.

Em 2008, a Agência Brasil também foi vencedora do prêmio Vladimir Herzog, na categoria internet, pelo webdocumentário Nação Palmares.

A cerimônia de entrega do 31° Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos será realizada no dia 26 de outubro, em São Paulo.

http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/10/16/ult105u8798.jhtm
16/10/2009

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Tarsila do Amaral



Nascida em Capivari, SP, em 1886, a pintora Tarsila do Amaral é, indiscutivelmente, um ícone da arte brasileira nesse século. Podemos dizer que Tarsila do Amaral encontrou soluções extremamente pertinentes para o que talvez seja o maior dilema da arte brasileira contemporânea: a difícil combinação entre as novas informações e a tradição advindas da arte européia e o caldo cultural brasileiro, principalmente no que se refere à expressão popular.

Tarsila do Amaral teve uma formação acadêmica muito sólida, em São Paulo e em Paris, o que não resultou para a artista em amarras estéticas ou imposições formais. Muito pelo contrário, a formação acadêmica só reforçou a singularidade da cultura popular brasileira para Tarsila.

É essa cultura que seria reinterpretada e redescoberta à luz do modernismo brasileiro. Tarsila do Amaral é peça chave do movimento modernista, integrando o “grupo dos cinco”, formado por intelectuais e artistas fundadores do movimento, como Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Pichia. Nessa época começa o namoro com Oswald de Andrade, com quem se casaria em 1926.

Tarsila do Amaral foi uma artista muito consciente da sua importância no movimento modernista e da inserção da sua obra no panorama brasileiro das artes plásticas. Tarsila integrava a vanguarda intelectual e artística da época, cultivando uma forte amizade com o intelectual franco-suíço Blaise Cendrars.

Em 1928, pintou o Abaporu, tela batizada por Oswald e pelo poeta Raul Bopp, e que inspiraria o movimento o movimento antropofágico, importante movimento cultural da década de 1930, vinculado ao modernismo e encabeçado por Oswald de Andrade. Em 1950, Sergio Milliet organizou retrospectiva da artista no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Tarsila participou também da I Bienal, em 1951. Em 1964, participou da Bienal de Veneza e em 1969 o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro inaugurou uma grande exposição de sua obra: 50 Anos de Pintura. Esse quadro de Tarsila bateu o recorde de preço de uma obra brasileira, estando situado hoje na Argentina.

É considerada uma das mais importantes artistas brasileiras que, embora tenha tido uma curta carreira, criou obras de expressão inigualável para a arte moderna no Brasil.


CRONOLOGIA


1886 – Nasce em Capivari, São Paulo.

1917 – Estuda com Pedro Alexandrino e Elpons, em São Paulo.

1920 – Estuda na Academia Julian, em Paris.

1922 - Liga-se ao grupo modernista em São Paulo, integrando o “grupo dos cinco”, formado por intelectuais e artistas fundadores do movimento, como Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Pichia.

1923 – Viagem à Europa com Oswald de Andrade. Estuda com André Lhote e Albert Gleizes.

1924 – Início da fase Pau-Brasil.

1976 – Retrospectiva na Bienal de São Paulo.

1977 – Retrospectiva no MAM – RJ.

1983 – Retrospectiva Centro Cultural São Paulo.

1984 – Retrospectiva MAM-SP.

1984 – Exposição “Tradição e Ruptura, Síntese de Arte e Cultura Brasileira”, Fundação Bienal de SP.




quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Preparação do pedagogo em um período de mudanças

Por Maria Alice de Castro Rocha
http://www.nota10.com.br/novo/web/artigos_view.php?id_artigos=454
Em, 09/10/2009


Francisco Brenand

Acredito ser a preparação do educador uma das responsabilidades mais nobres existentes em uma sociedade. Como seres humanos, estamos destinados ao aprendizado e à construção de conhecimentos advindos.

O Pedagogo é preparado para pensar a educação, em seus vários âmbitos. E esta é hoje muito complexa, pois vivemos no mundo dominado pela tecnologia que inaugurou uma nova forma de relação entre as pessoas e as informações, o conhecimento.

O centro primeiro da Pedagogia é, entretanto a docência, sobretudo da educação infantil e do ensino fundamental (séries iniciais). Muitos, diante disto, dirão que esta é a parte mais simples de uma formação acadêmica, pois se trata de se ocupar do início de aprendizados simples, sem grandes sofisticações.

Pode-se mesmo acreditar que qualquer um cuida de criança e qualquer um ensina as primeiras letras e os primeiros cálculos. Isto só se poderia considerar por desconhecimento do que significa educação e o cuidar .

Para ensinar um saber devemos dominá-lo. Então quem sabe escrever, sabe ensinar.... Ledo engano. O ensinar trabalha não só com dado saber como com formas de permitir que o outro construa seu conhecimento. O domínio de um saber não basta para que o outro construa seu conhecimento. Como diria Guy Brousseau, o professor precisa criar situações didáticas que favoreçam o conhecer, o aprender.

Isto é, o professor é responsável por fornecer subsídios para que cada ser construa seu conhecimento. Deve lidar hoje com gestão de conhecimentos e de pessoas, que ultrapassa o fornecimento de dados prontos. Lida não só com as construções atuais como com projeções futuras e com um ser dotado de vivências próprias paralelas e anteriores; com sonhos e simbolismos.

É um profissional que deve dominar questões teóricas complexas para entender o sentido da educação e ao mesmo tempo entender as metodologias e práticas de ensino que lhe permitam construir um saber prático profissional. Deve receber subsídios para uma formação que lhe permita perguntar: para quê? Por quê? O que ensinar? E como fazê-lo. Nada na educação é neutra, sem consequências.

Lida com o alicerce das pessoas, mediando formas de se portar diante do conhecer, do aprender, do respeito pelo saber e pelo outro e por si próprio.É o principal responsável pela introdução do ser no conhecimento formal e sistematizado dominado pela sociedade, mas envolto em muitos outros aspectos que formam um ser de possibilidades infindáveis.

Torna-se fundamental pesquisar-se formas de se preparar este educador para o domínio de uma profissão que pede novas maneiras de se lidar com estratégias diversas num mundo complexo que permitam o aprender, sem esquecer o significado que estas possam ter em um contexto mais amplo que envolva o ser, a sociedade e o ecossistema.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Gracias, Mercedes Sosa!



“A voz da América Latina”, foi o que mais se ouviu após a morte de Mercedes Sosa ser anunciada, no domingo. A cantora argentina, de 74 anos, estava internada desde o dia 18 de setembro, com uma doença hepática que foi agravada por problemas respiratórios. A comoção em Buenos Aires levou muitos fãs à despedida da cantora no Congresso Nacional argentino.
Vários artistas brasileiros já reverenciaram não só o talento de Mercedes Sosa, mas o que ela representava em termos de integração da América Latina. Milton Nascimento, Beth Carvalho, Fagner, Gal Costa, Chico Buarque - todos tiveram a oportunidade de, em algum momento, dividir o palco com ela. Uma das maiores artistas da música argentina - ao lado de Carlos Gardel e Astor Piaz-zolla - ela se notabilizou por músicas que continham mensagens sociais, em uma época em que tanto a Argentina quanto o Brasil eram dominados por ditaduras.
Suas canções inspiraram os opositores desses regimes nesses países e em outros do continente que também sofriam com regimes totalitários, denunciando os abusos contra as liberdades. Acabou tendo que se exilar na Europa. “La Negra”, como era carinhosamente conhecida, não era íntima da música regional por acaso: sua família trabalhava numa plantação de cana-de-açúcar. Ela se tornou, ainda adolescente, professora de dança folclórica. Aos 15 anos, participou de um concurso em uma rádio - o que resultou em um contrato de dois anos.
Foi nos anos 1970 que se tornou um símbolo das lutas democráticas, como uma das principais expressões do movimento chamado “nuevo cancionero”. Em 1979, chegou a ser presa, durante um show com uma plateia cheia de estudantes. Libertada 18 horas depois, deixou a Argentina.
Mesmo após a queda das ditaduras no continente, a cantora manteve-se gravando contra as guerras e em dia com sua postura de vida - tanto é que levou três Grammys latinos nos anos 2000: por Misa Criola, em 2000; Acústico, em 2003; Corazón Libre, em 2003. Está indicada a mais três (incluindo disco do ano), por Cantora, um disco em dois volumes lançado este ano, no qual faz parcerias com artistas como Caetano Veloso e Shakira.
Foram 70 discos, em que canções como “Gracias a la vida” e “Si se calla el cantor”. A cremação da cantora estava prevista para ontem, após o fechamento desta edição. Se a integração da Latinoamérica já é difícil para os brasileiros, só não é mais “gracias a Mercedes Sosa”.

Por: RENATO FÉLIX
http://jornaldaparaiba.globo.com/

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A fase da mordida na educação infantil







Por Adelita Martinez


Licenciada em Pedagogia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), especializada em Administração Escolar, com pós-graduação em Psicopedagogia pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP).
Contato:martinezade@hotmail.com



Todos nós conhecemos alguém que já passou por isso! Ou já teve o filho mordido na escola, ou o próprio é que está mordendo tudo e todos. Enquanto professora, sempre que tenho esse problema em sala, costumo agir com muita calma e chamar os dois para uma conversa bem tranquila.

Começo perguntando se o amigo é uma maçã, ou se o braço (ou local mordido) por um acaso é uma salsicha, ou uma pizza. Óbvio que eles rindo respondem que não! Continuo num tom sério porém sem grandes alardes, e pergunto o que normalmente eles comem. Ficam horas listando macarrão, chocolate, pão, tomates,... Para concluir nossa conversa, volto a perguntar, se o braço do amigo não é uma comida, então porque você está mordendo? A gente morde maçã, pizza, o que mais? E eles ajudam na lista... E o braço do amigo a gente morde? E eles mais do que depressa respondem que Não! Então, braço (ou qualquer parte que seja) NÃO é comida, portanto a gente Não morde. Agora pizza, tomate, maçã,.... a gente MORDE!

Muitas vezes a mordida não é intencional! Enquanto mãe sei que é realmente difícil entender pois imaginar sua frágil criança sozinha com monstros mordedores de criancinhas...nos faz querer defender nossas crias e isto é o nosso INSTINTO MATERNO. Muitas vezes, mães chegam a orientar os filhos: olha morda de volta, não seja fraco! Mas se ensinarmos as crianças a dizerem aos amigos: NÃO gosto quando faz isso; ISSO dói muito; VOCÊ me machucou; ou qualquer forma verbalizada de expressar um sentimento, eles assimilaram da mesma maneira e resolveram o conflito sem gerar mais violência. Eles não sabem o que motivou o amigo a morder, mas sabem que a mordida que vão dar de volta para se defender é uma agressão, pois dói e eles não gostaram dessa sensação. Mas estão causando essa sensação ruim no amigo.

Temos sempre que tomar cuidado com os nossos NÃOS. A criança precisa de uma explicação lógico pois senão fica confusa! É como dizer para elas NÃO grite. Aí o papai fanático por futebol leva seu filho no estádio e aos berros grita o nome do timão e incentiva o filho a gritar junto. Peraí, mas não me orientaram a não gritar? Hum, confuso. A criança precisa do complemento não só do não! Sim filho você pode gritar assim, mas no estádio, no parque, aqui em casa (ou no restaurante, ou no cinema) não pode porque é fechado e vai doer nosso ouvido, não é legal, né?

Você vai ajudar sua criança a fazer distinção desde cedo de lugares e associá-los ao seu comportamento. Aqui vai algumas motivações sobre o porquê das mordidas: As crianças exploram o mundo usando TODAS as partes do seu corpo e os seus sentidos, portanto a boca é uma delas. Ao explorar o mundo, elas também estão aprendendo a lei da causa e efeito, testando reações as suas ações. Elas não sabem que a mordida dói e não consegue ainda projetar o que o outro está sentindo.

As crianças são o centro das atenções em suas famílias, na escola essa atenção tem que ser dividida. Que tal dar uma mordidinha para prestarem atenção em mim, mesmo que seja uma atenção “negativa”. E é obvio que sempre vai ter aquele amigão que imita tudo, e por imitação vai acabar mordendo também! Temos sempre que lembrar que crescer é bem “cansativo”para nossos pequenos.

Você já parou para pensar a tonelada de informações, mudanças no corpo, dores, sentimentos, pessoas enfim tudo o que eles estão conhecendo? As vezes a mordida é o meio deles dizerem que estão sobrecarregados, cansados, estressados, frustrados e como eles ainda não aprenderam a verbalizar tudo isso, é mais fácil e rápido canalizar esses sentimentos com uma mordida! É rápido e fácil! E não adianta ficar perguntando o porque, pois eles ainda não sabem expressar ou identificar e verbalizar o que sentem.

Se esse comportamento for repetido com muita frequência e fugir do controle, então as causas podem não ser as citadas acima. Sim! Existem casos de crianças agressivas e mal comportadas, ou sem limites. Nestes casos, a intervenção deverá ser outra, com especialistas pois a família vai ter que estar junto com a escola para resolver esse problema em sintonia uma com a outra.

Em, 02/10/2009
http://www.nota10.com.br/novo/web/artigos_view.php?id_artigos=449

Violência contra a mulher na Paraíba



Olá pessoal...

Vejam essa matéria....Como é gritante em nosso estado a violência contra nós mulheres....

A violência contra a mulher não pára na Paraíba: somente de janeiro a setembro deste ano, 30 mulheres foram assassinadas, 17 sofreram tentativa de homicídio e 40 foram vítimas de estupro.

Detalhe: os dados fornecidos pelo Centro da Mulher 8 de Março se limitam ao que foi apurado no noticiário e, portanto, excluem os que não foram mencionados pela imprensa.

Para protestar contra essa situação, o Centro da Mulher 8 de Março adotou a idéia de que "Em briga de marido e mulher, todos têm que meter a colher – o poder público, a família, a sociedade". E programou para o dia 7 de outubro, a partir do meio-dia, na lagoa do Parque Solon de Lucena, em João Pessoa, um ato público.


O slogan do protesto será "Diga NÃO à violência doméstica! O direito de ser feliz começa em Casa. Tome uma atitude". A entidade está lembrando em campanha: a violência doméstica é crime, precisa ser denunciado e punido, nunca justificado ou desculpado. Ela é praticada pelo marido, ex-marido, companheiro, amante, namorado e também acontece nas relações homoafetivas.

O Centro da Mulher 8 de Março avalia que a violência praticada contra as mulheres é motivada pelas desigualdades entre homens e mulheres e pelas relações de poder, pelo machismo. E lembra que em agosto de 2006 foi assinada a Lei Maria da Penha, que coíbe e previne a violência contra a mulher.



Wellington Farias
Quarta, 30 de Setembro de 2009 - 15h55

http://www.portalcorreio.com.br/noticias/matler.asp?newsId=102098

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

23,48% dos paraibanos não sabem ler e escrever

Por: NATÁLIA XAVIER
http://jornaldaparaiba.globo.com/
Em, 30/09/2009

Flávio Tavares

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que 659 mil paraibanos com mais de 15 anos ainda não sabem ler nem escrever, o que representa 23,48% da população do Estado. O dado se torna ainda mais preocupante quando somado aos analfabetos funcionais, pessoas que conseguem decifrar palavras ou frases curtas, mas não conseguem interpretar um texto. Este índice chega a 36,8% da população paraibana com mais de 15 anos. Estes números colocaram a Paraíba em terceiro lugar no ranking dos Estados brasileiros com maior percentual de analfabetos e em sétimo lugar quando considerado o número absoluto de analfabetos no Estado.
De acordo com informações da Secretaria Estadual de Educação, no ano de 2008 a Paraíba recebeu mais de R$ 4,3 milhões para o Programa Brasil Alfabetizado, voltado à alfabetização de pessoas com idade acima de 15 anos. Mas, segundo José Alves Dionísio, gerente executivo da Educação de Jovens e Adultos na Paraíba, apesar dos investimentos do Governo Federal, o Estado não conseguiu cumprir a meta de alfabetizar 70 mil pessoas em 2008. “Cerca de 53 mil pessoas estão sendo alfabetizadas na edição do Programa Brasil Alfabetizado 2008, que está sendo desenvolvido até fevereiro de 2010. Pretendemos compensar este déficit no projeto de 2009 através de divulgação nas regionais de ensino”, afirmou José Dionísio.
Atualmente, 176 municípios paraibanos têm polos de ensino do Programa Brasil Alfabetizado, criado em 2003 com o objetivo de erradicar o analfabetismo no País. Para o secretário Estadual de Educação, Sales Gaudêncio, para mudar esta realidade é preciso que o Estado cumpra integralmente o Projeto Brasil Alfabetizado. “Os dados apresentados são indicativos muito preocupantes e desagradáveis. Nós temos que implementar uma política urgente para tentar baixar estes índices de analfabetismo”, declarou o secretário.
De acordo com a pesquisa, o número absoluto de paraibanos com mais de 15 anos que não sabem ler, ultrapassa o índice de Estados como o Rio de Janeiro, que tem aproximadamente cinco vezes mais habitantes que a Paraíba. Além do Paraná e do Rio Grande do Sul, ambos com aproximadamente o triplo de habitantes da Paraíba.
Em 2008, no Brasil, havia 14,2 milhões de analfabetos entre pessoas com mais de 15 anos, o que representa 10% deste grupo de faixa etária. Já o Nordeste, região com maior concentração de pessoas que não sabem ler, 19,4% da população com mais de 15 anos não sabe ler nem escrever.
DIFICULDADES
O trabalho, as atividades domésticas e o preconceito são alguns dos problemas enfrentados pelos adultos que frequentam as aulas de alfabetização. Maria Genilda da Silva, de 49 anos, chegou a frequentar as aulas em uma escola próxima de sua casa, mas acabou abandonando os estudos por causa de outras obrigações. “Eu cuido da minha mãe, que tem 84 anos, e de dois netos, uma neta de 12 e um neto de onze anos. Ir às aulas ficava difícil por causa das minhas obrigações. Além disto, meu marido não gostava que eu saísse de casa à noite para ir para à aula”, contou.
Maria Genilda afirmou que frequentou as aulas durante um ano, conseguiu aprender a ler algumas palavras mas não consegue escrever. “Eu consigo ler algumas palavras, mas leio bem devagar. Minha dificuldade maior é escrever”, lamentou.
Entre as dificuldades enfrentadas diariamente por não saber escrever e ler, Maria Genilda citou a hora de pegar ônibus. “Além de não conseguir ler rápido, eu tenho dificuldades de ver. Às vezes não consigo saber para onde o ônibus vai. Também sinto falta na hora de cozinhar, porque não consigo ler as receitas”.
Para a professora Vilma Rodrigues, que trabalha com a educação de jovens e adultos, a principal dificuldade enfrentada é a baixa frequência dos alunos, causada sobretudo pela dificuldade de conciliar as aulas com o horário de trabalho. “Muitos alunos trabalham com plantões e às vezes passam a semana sem poder vir à escola. Além disso, quando o horário permite o cansaço prejudica o aprendizado”.

Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica



ApresentaçãoO Fórum Mundial de Educação (FME) é um movimento pela cidadania e pelo direito universal à educação. Em novembro de 2009, o FME terá pela primeira vez uma versão dedicada à educação profissional e tecnológica. O Brasil será sede do evento, que acontece entre os dias 23 e 27 de novembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. capital federal do Brasil.

Estudantes, professores, pesquisadores, trabalhadores, governos, sindicatos, associações e pessoas da sociedade civil organizada de todo o mundo integram o público do Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica (FMEPT). A expectativa é que 10 mil pessoas circulem pelo evento. A programação será dividida em três eixos temáticos. O primeiro trata de educação, trabalho e desenvolvimento sustentável; o segundo é sobre educação, culturas e integração e o terceiro discutirá educação, ética, inclusão e diversidade.

O FME tem uma estrutura participativa. Como uma rede permanente de mobilização mundial, constituída de movimentos sociais e organizações da sociedade civil e em articulação com outros Fóruns de lutas, o FME está estruturado e organizado através de três órgãos principais: o Conselho Internacional (CI), a Secretaria Executiva e os Comitês Organizadores (CO).

O Comitê Organizador, órgão executivo pro-tempore, tem por principal função a organização de eventos e atividades do Fórum e é responsável pela estruturação dos principais eventos do FME em nível local, regional ou mundial, do qual podem participar também membros do poder público.

O principal objetivo da iniciativa é levantar propostas que integrem a plataforma mundial de educação. Criada no Fórum Mundial de Educação de 2007, a plataforma dita princípios como a universalização do direito à educação pública, a garantia do acesso e a desmercantilização do ensino.

Além disso, em 2009, comemoram-se os 100 anos de criação das primeiras escolas federais de educação profissional e tecnológica. Hoje essas escolas constituem uma rede com instituições em todo o País.

Comitê Organizador do Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica
Ministério da Educação
Esplanada dos Ministérios, Bloco L - Ed Sede - Sala 413
Brasília/DF
CEP 70047-900
fmept@mec.gov.br

http://portal.mec.gov.br/fmept/index.php?option=com_content&view=article&id=145&Itemid=97&lang=br

domingo, 27 de setembro de 2009

UFPB oferece quatro vagas para professor substituto

O Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) da Universidade Federal da Paraíba, campus de João Pessoa, vai inscrever candidatos para preenchimento de quatro vagas de Professor Substituto, na categoria Auxiliar, regime de trabalho T-40.

As inscrições começam na próxima segunda-feira (28) e poderão ser feitas até o dia 2 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h.
O concurso consta de prova didática e exame de títulos. A pontuação é computada de acordo com a Resolução 50/2007 do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe).

Confira aqui o edital completo do concurso. Outras informações pelos telefones: (83) 3216 7402 (Departamento de Letras Estrangeiras Modernas) e (83) 3216 7337 (Departamento de Psicologia).


http://www.portalcorreio.com.br/noticias/matLer.asp?newsId=101419

CURSO A DISTÂNCIA: ESPECIALIZAÇÃO EM INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO


Pós-graduação lato sensu


Período: 03/09/2009 a 09/10/2009 - Prorrogado

Horário: 09:00 às 12:00 e 14:00 às 17:00
Local: Secretaria do CINTED

Taxa de inscrição: R$ 50,00



http://www.cinted.ufrgs.br/espie2009/espie2009.htm

Submissão de trabalhos


XIV Ciclo de Palestras sobre Novas Tecnologias na Educação



Organização:

CINTED - Centro Interdisciplinar de Novas Tecnologias na Educação
SEAD - Secretaria de Educação a Distância/UFRGS

Data de realização: 15 a 17 de dezembro de 2009

Informações e Inscrições via Internet

Orientação aos autores para formatação da versão final dos artigos

Informações
CINTED
Av. Paulo Gama, 110 - Prédio 12105 - Sala 334
Fone: 3308-3070 ou 3308-4098
Email: secretaria@cinted.ufrgs.br

Local das Palestras:
CINTED
Av Paulo Gama 110 Prédio 12105 Sala 329 (mapa)
Porto Alegre - RS
Comissão técnica:
Carlos Tadeu Queiroz de Morais - PGIE - UFRGS
Cleuza Maria Maximino Carvalho Alonso - UFSM
Eliseo Reategui - FACED/PGIE - UFRGS
Gilse Antoninha Morgental Falkembach - UFSM/CINTED
Liane Margarida Rockenbach Tarouco - CINTED/FACED/PGIE - UFRGS
Liliana Passerino - FACED - PGIE - UFRGS
Louise Jeanty de Seixas - Faculdade de Farmácia/UFRGS
Magda Bercht - Instituto de Informática/PGIE - UFRGS
Mara Lucia Carneiro- Instituto de Psicologia /UFRGS
Marcelo Magalhães Foohs - Faculdade de Educação/UFRGS
Marcus Vinícius de Azevedo Basso - Instituto de Matemática/UFRGS
Maria Cristina Biazus - Instituto de Artes/UFRGS
Marlise Geller - ULBRA
Mary Lúcia Pedroso Konrath - PPGIE
Michelle Denise Leonhardt - Departamento de Informática Aplicada/UFRGS
Othon Bastos Filho - UFMA e UNIVIMA - Maranhão
Patrícia Alejandra Behar - FACED/PGIE - UFRGS
Patricia Jacques PIPCA/UNISINOS
Querte Mehlecke - FACCAT/RS
Ricardo Azambuja Silveira - UFSC
Rosa Maria Vicari - Instituto de Informática/PGIE - UFRGS
Roseclea Medina - UFSM

Coordenação :
Liane Margarida Rockenbach Tarouco - CINTED/UFRGS

Temática:
Projeto e desenvolvimento de objetos educacionais
Educação a distância
Aprendizagem Colaborativa Apoiada por Computador
Teorias educacionais aplicadas à TIC
Jogos educativos
Videoconferência e streaming vídeo
Ambientes virtuais
Inclusão digital
Web semântica
Ontologias
Software livre na educação
Informática na Educação Especial
Tipo de trabalhos aceitos:
Artigos, relatos de pesquisa, relatos de experiências


Orientações para submissão de trabalhos
Período de submissão de trabalhos: 03/setembro/2009 até 31/outubro/2009 (para registro do artigo)
Se o artigo tiver sido registrado até 01 de novembro (23 horas), o arquivo poderá ser submetido até 03 de novembro de 2009 (10 horas da manhã).

Os trabalhos devem ser submetidos em versão final, com formato estabelecido nas orientações para autores, através do sistema JEMS no endereço abaixo indicado. https://submissoes.sbc.org.br/ Atenção: Não serão aceitas outras formas de submissão.

Notificações foram enviadas aos autores em 24 de novembro de 2009

Recebimento da versão final para publicação dos trabalhos selecionados
Data Limite para envio de versão para publicação: 30 de novembro de 2009
Orientações adicionais

Para publicação da RENOTE os artigos devem ser enviados em formato .DOC. Não serão publicados artigos enviados em outros formatos.
Os autores que desejarem utilizar videoconferência em sua apresentação devem agendar testes com a secretaria do CINTED, até 05 de dezembro.

Fórum Paraibano discute TVs Públicas na era digital


As inscrições, gratuitas, poderão ser feitas a partir da próxima semana na página da UFPB

Implantar um sistema público de tevê que valorize a diversidade cultural brasileira e incentivar a educação através das tecnologias da informação e comunicação, com o pluralismo de opiniões e a cidadania. Esses são os desafios dos que fazem as tevês públicas no país.

Para trabalhar em parceria e discutir os avanços no setor, professores, pesquisadores, profissionais, estudantes de comunicação e toda a sociedade civil estão convidados a participar do 1° Fórum Paraibano de TVs Públicas na era digital. O evento é organizado pelo Pólo Multimídia da Universidade Federal da Paraíba e será realizado nos dias 13 e 14 de outubro, no auditório da Reitoria da UFPB, campus I, em João Pessoa.

Serão dois dias de debates e trocas de experiências, afinal, é preciso deixar claro, por exemplo, qual o papel das tevês públicas e o que elas devem destacar na sua programação. Para quem atua no setor, os desafios não param por aí. A transição do sistema de transmissão analógico para o digital, a criação de novos marcos regulatórios e a diversificação das fontes de financiamento das emissoras também devem ocupar boa parte dos debates.

Durante os dois dias do evento, no período da tarde vai ser realizado o “intervalo com café digital”, no hall da Reitoria. É a oportunidade de o público conhecer as aplicações interativas para a TV digital, desenvolvidas pela equipe do Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital (Lavid) da UFPB.

Em outros momentos do evento um pesquisador do Lavid também fará demonstrações dessas aplicações e os participantes poderão interagir.

A partir da próxima semana os interessados em participar do 1° Fórum paraibano de TVs públicas na era digital vão poder fazer a inscrição, gratuitamente, pelo site da UFPB (www.ufpb.br).

Programação

No primeiro dia do fórum será realizada, às 9h30, a conferência “EBC e a Formação da Rede Pública de Televisão", com José Roberto Barbosa Garcez, diretor de Serviços da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). À tarde, às 14h, o professor Guido Lemos, coordenador do Laboratório de Aplicações em Vídeo Digital–Lavid/UFPB, falará sobre a “Interatividade na TV Digital Pública”. Mathews Pessoa de Andrade (UFCG), Agda Cabral (UEPB), Lucídio dos Anjos (UFPB/Virtual) atuarão como debatedores e Pedro Nunes, chefe do Decomtur/UFPB, será mediador.

Ainda no dia 13, às 16h, acontecerá o debate sobre a “Regulamentação, financiamento e propaganda nas TVs públicas”, tendo como palestrante Luís Henrique Martins dos Anjos, diretor Jurídico da EBC. Lucas Salles (Abap-PB), David Fernandes (subsecretário de Cultura da PB), Cláudio Magalhães (pres. da ABTU) serão debatedores e Davi Molinari, coordenador de Relacionamento da EBC, mediador.

No segundo dia o fórum começa às 8h com uma mesa redonda sobre a “Produção audiovisual da Paraíba”, tendo Filipe Donner (assessor de Imprensa da IFPB) como mediador, e como debatedores Carlos Dowling (presidente da ABD-PB), João de Lima Gomes (coordenador do Nudoc/UFPB), Bruno de Salles (Pigmento Cinematográfico), Wilfredo Maldonado (coordenador do NPD-UFPB), Torquato Joel (Prac-Coex-UFPB), Carmélio Reynaldo (coordenador do LDMI-UFPB).

Às 9h começa o debate sobre “Programação Regional e Integração de Conteúdos”. A mediadora é a jornalista Madrilena Feitosa, da TV UFPB, e os debatedores são Rômulo Azevedo (professor da UEPB), Luís Lourenço (diretor de Programação/UFPE), Lena Guimarães (secretária de Comunicação do Estado), João de Souza Lima Neto (professor da UFCG), Lívia Carol (secretária de Comunicação de João Pessoa), Josimey Costa da Silva (superintendente de Comunicação da UFRN), Sandra Moura (diretora do Pólo Multimídia/UFPB), Indira Amaral (representante da Abepec), Gilson Ricardo (coordenador de TV e Rádio da Câmara Municipal de João Pessoa), e Giovanni Meirelles (editor da TV Assembléia/PB).

Às 14h, o pesquisador do Lavid/UFPB, Raoni Kulesza, vai realizar uma oficina com os participantes, oportunidade em que serão mostradas aplicações interativas para TV digital.

Às 16h, as discussões serão sobre o “Controle social da mídia”. Vão debater o tema Alexandre Guedes (presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/PB), Luciano Bezerra Vieira (representante do Movimento LGBT), Glória Rabay (coordenadora do Nipam/PB), Maria das Graças Martins (do Conselho Regional de Psicologia/PB), Land Seixas de Carvalho (presidente do Sindicato dos Jornalistas/PB), Sonia Lima (Confecom/PB), Waldeci Ferreira das Chagas (coordenador do Movimento Negro/PB) e Marcela Sitônio (presidente da API). Annelsina Trigueiro, coordenadora do Curso de Comunicação Social da UFPB será a mediadora.

Para realizar o 1° Fórum Paraibano de TVs Públicas na era digital, o Pólo Multimídia da UFPB conta com alguns parceiros: EBC; LAVID/UFPB; DECOM-TUR/UFPB; Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Governo da Paraíba, Assembléia Legislativa do Estado, Prefeitura de João Pessoa, Câmara de Vereadores de João Pessoa,Tribunal de Contas do Estado (TCE), Tribunal de Justiça da Paraíba, Agência 9Idéia, Sebrae-PB, Conselho Regional de Psicologia, Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior da Paraíba-Sintesp/PB, o Diretório Central dos Estudantes (DCE/ UFPB), ABTU, ABEPEC, Sindicato dos Jornalistas da Paraíba e Associação Paraibana de Imprensa.

Internet e acesso no Brasil

Nossos filhos e alunos estão a todo vapor navegando na Internet... e nós temos alguma coisa com isso não é mesmo? Somos todos parte desta história cultural. E no Brasil o número de internautas cresce e creio que precisamos tomar pé destes rumos para marcar nossa presença efetiva e educadora junto as crianças e jovens participando e colaborando com estas novas incursoões tanto na informação como na comunicaqção. Os números de usuários mais atuais:64,8 milhões de internautas segundo o Ibope Nielsen Online em julho de 2009, um aumento de 2,5 milhões de pessoas em relação ao mês anterior. Em junho de 2008, o Ibope/NetRatings contabilizava 41,5 milhões, mas não contabilizava os acessos públicos (LAN houses, bibliotecas, escolas e telecentros), que agora passou a somar aos acessos do trabalho e de casa. Nas áreas urbanas, 44% da população está conectada à internet. 97% das empresas e 23,8% dos domicílios brasileiros estão conectados à internet. E relembrando a Web completou 20 anos neste ano de 2009 e já são mais de 200 milhões de sites, mais de 1 trilhão de URLs e quase 2 bilhões de usuários.

Postado por Lúcia Serafim no EDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS DIGITAIS em 9/26/2009 09:22:00 PM

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Frida Kahlo




Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón (Coyoacán, México, em 6 de julho de 1907 - Coyoacán, 13 de julho de 1954) foi uma pintora mexicana. Filha do fotógrafo judeu-alemão Guillermo Kahlo e de Matilde Calderón e Gonzalez. Ao contrário de muitos artistas, Kahlo não começou a pintar cedo. Embora o seu pai tivesse a pintura como um passatempo, Frida não estava particularmente interessada na arte como uma carreira. Entre 1922 e 1925 frequenta a Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México e assiste a aulas de desenho e modelagem. Em 1925, aos 18 anos aprende a técnica da gravura com Fernando Fernandez. Porém sofreu um grave acidente, que fez a artista ter de usar vários coletes ortopédicos de materiais diferentes, chegando inclusive a pintar alguns deles (por exemplo o colete de gesso na tela intitulada "A Coluna Partida"). Por causa desta última tragédia fez várias cirurgias e ficou muito tempo acamada. Durante a sua longa convalescência começou a pintar com uma caixa de tintas que pertenciam ao seu pai, e com um cavalete adaptado à cama. Em 1928 quando Frida Kahlo entra no Partido comunista mexicano, ela conhece o muralista Diego Rivera, com quem se casa no ano seguinte. Sob a influência da obra do marido, adotou o emprego de zonas de cor amplas e simples num estilo propositadamente reconhecido como ingênuo. Procurou na sua arte afirmar a identidade nacional mexicana, por isso adotava com muita freqüencia temas do folclore e da arte popular do México. Entre 1930 e 1933 passa a maior parte do tempo em Nova Iorque e Detroit com Rivera. Entre 1937 e 1939 Leon Trotski vive em sua casa de Coyoacan. Em 1938 André Breton qualifica sua obra de surrealista. Não obstante, ela mesma declara mais tarde: "pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade". Em 1939 expõe em Paris na galeria Renón et Colle. A partir de 1943 dá aulas na escola La Esmeralda, no D.F. (México). Em 1953 a Galeria de Arte Contemporânea desta mesma cidade organiza uma importante exposição em sua honra. Alguns de seus primeiros trabalhos incluem o "Auto-retrato em um vestido de veludo" (1926), "retrato de Miguel N. Lira" (1927), "retrato de Alicia Galant" (1927) e "retrato de minha irmã Christina" (1928.)

Frida Kahlo, o filme
No ano de 2002, sob a direção de Julie Taymor, é lançado o filme que narra a história da pintora, interpretada pela atriz Salma Hayek. O longa metragem conta ainda com a presença de Alfred Molina, interpretando Diego Rivera.





terça-feira, 15 de setembro de 2009

As múltiplas formas do aprender

Entrevista com o Profº Drº José Manuel Moran


Gostaria de compartilhar com tod@s uma entrevista que li e gostei, exclusiva com o Profº Drº José Manuel Moran que faz uma detalhada análise da importância da tecnologia na educação e o papel do professor nessa nova realidade. Assim intitulada de As múltiplas formas do aprender, a entrevista vai abordar questões no sentido de como um profissional não deve apenas conhecer as tecnologias, mas também deve ser capaz de transformar o espaço escolar, modificar e inovar os processos de aprendizagens. Segundo Moran as tecnologias convergentes e combinadas modificam profundamente todas as dimensões de nossa vida. Ele diz que as redes de comunicação principalmente a internet, estão começando a provocar mudanças profundas na educação presencial e a distância. Na presencial, desenraizam o conceito de ensino-aprendizagem localizado e temporalizado. Na EAD as mudanças também estão acontecendo de forma profunda. Antes, a EAD era uma atividade muito solitária e exigia muita autodisciplina. Agora, com as redes, a EAD continua como uma atividade individual, mas combinada com a possibilidade da comunicação instantânea, de criar grupos de aprendizagem, integrando a aprendizagem pessoal com a grupal.
No entanto, lamenta que infelizmente muitas escolas oferecem o mínimo de infra-estrutura tecnológica de apoio a professores e alunos e, também, porque muitos professores ainda se consideram o centro, focando mais o ensinar do que o aprender, o “dar aula” do que o gerenciar atividades de pesquisa e projetos. Todavia, Moran afirma que a sala de aula pode ser o espaço de múltiplas formas de aprender. Espaço para Informar, pesquisar e divulgar atividades de aprendizagem. Ele diz que uma sala de aula hoje precisa ter acesso fácil ao vídeo, DVD, projetor multimídia e, no mínimo, um ponto de Internet, para acesso a sites em tempo real pelo professor ou pelos alunos, quando necessário.
Quando perguntado se os professores estão preparados para trabalhar com as novas tecnologias, ele enfatiza que já temos um número significativo de professores desenvolvendo projetos e atividades mediados por tecnologias. Porém a grande maioria das escolas e dos professores ainda está tateando sobre como utilizá-las adequadamente. E diz que os professores, em geral, ainda estão utilizando as tecnologias para ilustrar aquilo que já vinham fazendo, para tornar as aulas mais interessantes, mas ainda falta o
domínio técnico-pedagógico que lhes permitirá, nos próximos anos, modificar e inovar os processos de ensino e aprendizagem.
O perfil do novo profissional da educação para Moran integrará melhor as tecnologias com a afetividade, o humanismo e a ética. Será um professor mais criativo, experimentador, orientador de processos de aprendizagem presencial e a distância. Será um profissional menos falante, menos informador e mais gestor de atividades de pesquisa, experimentação e projetos. Será um professor que desenvolve situações instigantes, desafios, solução de problemas e jogos, combinando a flexibilidade dos espaços e tempos individuais com os colaborativos grupais.
Para finalizar sua entrevista o pesquisador afirma que educar é ajudar a construir caminhos para que nos tornemos mais livres, para poder fazer as melhores escolhas em cada momento. Se a tecnologia nos domina, caminhamos na direção contrária, da dependência dela. A tecnologia é importante, mas sempre é um meio, um apoio, não pode converter-se numa finalidade em si.

Assim sugiro conferir a entrevista na íntegra...

http://www.eca.usp.br/prof/moran/positivo.pdf

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Indicação de leitura


Pierre_Levy_-_Cibercultura[1].pdf

Esse livro é ponto de partida de Pierre Lévy para estudar as implicações culturais engendradas pelas novas tecnologias de comunicação e informação.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Cadastre-se na Plataforma Freire e tenha acesso aos cursos oferecidos pelo MEC.



http://freire.mec.gov.br/ssd/index/

Apenas 10% dos brasileiros terminam o ensino superior

Um relatório divulgado nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) indica que no Brasil apenas 10% da população jovem - entre 25 e 34 anos - concluem o ensino superior, enquanto a média nos 36 países que participaram da pesquisa a média é de 34%. O Brasil tem o menor índice de adultos com diploma universitário, segundo o relatório Education at a Glance 2009 (Panorama da Educação).

O relatório aponta ainda que as taxas de conclusão da educação secundária entre os adultos (de 25 a 64 anos) na maioria dos países analisados é de 60%. O número é bem inferior ao verificado no Brasil, onde 63% da população na mesma faixa etária não concluíram esse nível de ensino.

Na maioria dos países-membros da OCDE, a conclusão do ensino superior aumenta em 50% a renda dos trabalhadores. No Brasil, os ganhos excedem 100%. É o que aponta o relatório Panorama da Educação, divulgado nesta terça-feria pelo órgão.

O relatório destaca que, diante da crise econômica mundial, investimentos em educação podem ajudar os países a se recuperar. Os dados são referentes aos anos de 2006 e 2007. Participaram do estudo os membros da OCDE e um grupo de países associados que inclui, além do Brasil, Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Coreia do Sul, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Japão, Chile e México.

Os ganhos para aqueles que concluem a educação secundária, equivalente ao ensino médio brasileiro, aumentam em 50% em 17 dos 28 países. Percentual semelhante é registrado no Brasil.

- Os investimentos em capital humano contribuirão para a retomada do crescimento, sob a condição de que os estabelecimentos de ensino estejam em condições de responder a essa demanda - diz Angel Gurria, secretário-geral da OCDE.


De O Globo

Kiriku e a Feiticeira

Este fime nos faz pensar sobre as questões relacionadas a opressão de um povo...


Sinopse
Kiriku é um garoto pequeno, mas muito inteligente e com dons especiais, que nasceu com a missão de salvar sua aldeia. A cruel feiticeira Karaba secou a fonte do lugar onde Kiriku mora com amigos e parentes e, possivelmente, comeu o pai e os tios do menino. Encontrando amigos e seres fantásticos pelo caminho, Kiriku vai resolver a situação. História baseada em uma lenda da África Ocidental.

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