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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Educação Biocêntrica faz Congresso Internacional

Um Congresso que vai reunir profissionais da educação de diversas partes do mundo para sentir as possibilidades de expressão vivencial e teórica da Educação Biocêntrica. É o que está sendo preparado pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) por meio do Centro de Educação, da International Biocentric Foudantion e o Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPB. Todo esse conjunto de instituições está envolvido na organização do I Congresso Internacional de Educação Biocêntrica, que vai ocorrer em João Pessoa, no período de 2 a 5 de setembro de 2010.

As informações foram dadas pela diretora da Escola de Formação em Educação Biocêntrica, Elisa Gonsalves, professora da UFPB. Ela contou que o Congresso será diferenciado, inclusive, em sua forma de realização porque vai contemplar também um conjunto de vivências e troca de experiências ligadas a esse modelo de educação. Já estão confirmadas as presenças de pesquisadores e educadores como Rolando Toro (do Chile e criador da teoria da educação biocêntrica), Alain Lucas (França) Mônica Turco (Itália) Alejandro Balbi (Bélgica) Ricardo Toro (França) Juan Francisco Gavillán (Chile), Susana Bastian (México), Manuela Robert (Portugal), Antônio Sarpe (Portugal), Carlos Ramón (Chile) Délia Ximena (Chile), Nathalie Filissiadis (Bélgica) Jorge Terren (Argentina) e Claudete Sant´anna (Chile).

Entre os brasileiros já confirmaram presença no Congresso os pesquisadores e professores Rogério Silveira, Ricardo Guedesa, Lúcia Helena Ramos, Angelina Pereira, Sanclair Lemos, Danielle Tavares, Sinfrônio Lima, Ana Maria Borges de Sousa,, Andréa Zattar, Zélia Villarinho, Agostinho Della Vecchia, Laís Beserra, Luciana Tavares, Ana Coutinho, Luiz Gonzaga Gonçalves, Pierre Normando Gomes, Eliana Almeida, entre outros.

Os participantes do Congresso desenvolverão trabalhos focados nos temas diversos, entre eles: a Aprendizagem Vital e Educação Biocêntrica, Música e Movimento na Educação Biocêntrica, Corporeidade e Educação Biocêntrica, Biodança para Crianças e Jovens, Educação Biocêntrica, Sustentabilidade e Educação Ambiental.

Os interessados no I Congresso Internacional de Educação Biocêntrica já podem se inscrever. Até o dia 5 de dezembro a inscrição será R$ 250,00. No período de 6 de dezembro a 5 de março, a inscrição será R$ 300,00. Entre 6 de março até 5 de julho ela sobe para R$ 350,00, chegando a R$ 400,00 no período de 6 de julho até o dia do evento. Participantes que queiram apresentar trabalhos podem enviar a proposta até 5 de março de 2010.


Mais informações pela página eletrônica www.educacaobiocentrica.com.br, pelo telefone 55 83 3216 7715. Também podem se comunicar por e-mail: congresso@educacaobiocentrica.com.br

Aprovado Mestrado em Artes Visuais na UFPB

Frida Kahlo

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) aprovou junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior (Capes), na última sexta-feira, seu Mestrado em Artes Visuais, em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), devendo ter sua primeira entrada de alunos em 2010 na capital paraibana.

A comunicação foi feita por e-mail à Pro-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (PRPG) da UFPB contendo a avaliação técnica do Conselho Técnico Cientifico (CTC) da Capes.

A proposta do mestrado foi aprovada com sua área de concentração em ensino das artes visuais e linhas de pesquisa em ensino das artes visuais no Brasil, história, teoria e processos de criação em artes visuais.

Pioneirismo
A proposta de um mestrado em artes visuais é pioneira no Nordeste, na área de concentração em ensino das Artes Visuais, e tem no seu corpo permanente os docentes da UFPB - Lívia Marques, Erinaldo Alves, José Rufino, João de Lima e Annelsina Trigueiro; Madalena Zaccara, Sebastião Pedrosa e Vicente Vitoriano (RN); e Maria do Carmo, da UFPE.

A UFPB é a segunda instituição do Nordeste a implantar o mestrado em artes, e a primeira a ter a sua área de concentração pautada no ensino das Artes Visuais. O ingresso dos alunos deve ser feito mediante edital a ser publicado brevemente pelas instituições envolvidas.



Nesta segunda-feira (16) reuniu-se o grupo do corpo permanente e ficou estabelecida a implementação de um site para tornar conhecidas as informações do processo de seleção para ingresso no mestrado, além de um blog específico para o mestrado.

Através do telefone do Departamento de Artes Visuais (083) 3216.7002, os interessados podem entrar em contato com a professora Lívia Marques - coordenadora.

Uma vez que o mestrado funciona em parceria institucional com a UFPE, o telefone (081) 2126. 8755 também pode ser acionado, com a professora Madalena Zaccara – vice coordenadora.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Curso - Tecnologia da Informação e Comunicação



Objetivo

Curso Oferecido para Professores da Rede Pública Municipal do Estado da Paraíba e visa disceminar o uso da tecnologia no ambiente escolar.

Período do curso

10/09/2009 a 31/12/2009

Período da inscrição

08/09/2009 a 30/11/2009

Público alvo

Professores da Rede Pública Municipal

Nível

Formação Continuada

Vagas oferecidas

Mínimo de vagas: 1000
Máximo de vagas: 1000
Carga horária: 100

Conteúdo programático

*Unidade 1: Tecnologia na sociedade, na vida e na escola
Módulo um do curso de tecnologia na educação: Ensinando e aprendendo com as TICs.

*Unidade 2: Internet hipertexto e hipermídia
Nessa unidade iremos tratar de questões sobre a internet, hipertexto e hipermídia

*Unidade 3: Prática pedagógica e mídias digitais
Unidade três do curso de tecnologias na educação: ensinando e aprendendo com as TICs.

*Unidade 4: Currículo, projetos e tecnologia
Unidade quatro do curso de tecnologias na educação: ensinando e aprendendo com as TICs.



http://eproinfo.mec.gov.br/abert_programa.php?frmCodCurso=82067

Crianças japonesas leem média de 35,9 livros por ano

O Japão possui 3.465 bibliotecas pública

Segundo estudo, estudantes de escolas primárias leram um livro a cada dez dias.
por Redação Made in Japan
16.11.2009


Uma pesquisa do Ministério da Educação, Ciências e Tecnologia do Japão mostra que os estudantes de escola primária retiraram uma média de 35,9 livros por criança em bibliotecas públicas do país, em 2007. É um número recorde.

A partir da estatística, é possível constatar que as crianças de escolas primárias japonesas leram, em média, um livro a cada dez dias. Para termos comparativos, os brasileiros (entre adultos e crianças) leram uma média de 4,7 livros por ano em 2008.

A pesquisa é conduzida a cada três anos desde 1954. Segundo o último estudo, o número de bibliotecas públicas no Japão era de 3.165 em outubro de 2008.


Veja também:

.: A cultura da pontualidade no Japão

.: Chegada à universidade

.: Tôdai, a maior faculdade do Japão


http://madeinjapan.uol.com.br/2009/11/16/criancas-japonesas-leem-media-de-359-livros-por-ano/

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Vídeo - Relações Étnico-Raciais



Se desejar, deixe aqui seu comentário sobre o vídeo! Desde já agradeço sua participação
.

Promulgada proposta que dá mais recursos para a Educação

Sebastião Salgado

Em sessão solene, o Congresso Nacional promulgou ontem (11) a proposta de emenda à Constituição (PEC 59/09) que garante o fim do corte de recursos orçamentários destinados à educação. A PEC retira, gradativamente, a Desvinculação das Receitas da União (DRU) do orçamento da Educação, até não mais ser cobrada, em 2011. Atualmente, o governo federal pode reter 20% de toda a arrecadação.

O fim da DRU na Educação será gradativo: de 12,5% este ano, de 5% em 2010, e, a partir de 2011, deixará de incidir. A previsão é que com a extinção da desvinculação, a Educação deve receber a mais somente este ano cerca de R$ 4 bilhões, de um total previsto de R$ 41 bilhões. No ano que vem, o fim da DRU representará a injeção de novos R$ 8 bilhões para o ensino.

No entender do presidente José Sarney, que presidiu a sessão solene, a proposta é de enorme importância para a educação brasileira. Mas voltou a defender a canalização de mais recursos para o setor, apesar de reconhecer o esforço do presidente Luis Inácio Lula da Silva em favor da educação.

Emocionada, a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), autora da proposta original (PEC 96/03), disse que a promulgação da emenda devolve recursos que a educação tanto precisava. Estimativa do próprio Ministério da Educação (MEC) dá conta de que o setor perdeu cerca de R$ 100 bilhões desde 1996, ano em que a DRU foi instituída.

A proposta também exige educação básica obrigatória e gratuita dos 4 anos aos 17 anos de idade, a ser implementada, progressivamente, até 2016, nos termos do Plano Nacional de Educação, com apoio técnico e financeiro da União. O Estado deverá também propiciar atendimento ao educando em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.


http://www.nota10.com.br/novo/web/noticia_view.php?noticia_id=2671

Projeto permite que professor se afaste para estudar

Sebastião Salgado

Foi aprovado ontem (11), em primeira discussão, projeto que autoriza os professores estaduais a se afastarem do trabalho para fazerem cursos de mestrado ou doutorado. A proposição teve sua constitucionalidade aprovada, mas com uma emenda, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e também pela Comissão de Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia (CECECT).

De acordo com o projeto, de autoria do deputado Nereu Moura (PMDB), o professor estadual concursado, integrante do magistério, poderá pedir o afastamento por dois anos para fazer mestrado; ou por quatro anos para fazer doutorado. A proposição determina que o profissional não receba salários no período de afastamento.

A emenda apresentada pela CCJ altera a Lei 6.174/70, que dispõe sobre o tema do projeto. A emenda determina que o professor não poderá mudar seu cargo durante o período em que estiver afastado para a capacitação. Moura diz que o projeto tem o objetivo de incentivar os educadores a se capacitarem. “Com isso podemos contribuir para aumentar a qualidade do ensino no estado”, justificou.

http://www.nota10.com.br/novo/web/noticia_view.php?noticia_id=2671

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Pós em Comunicação abre inscrições para mestrado



O Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal da Paraíba abriu inscrições para a Seleção 2010, nível de Mestrado. São oferecidas 12 vagas para as duas Linhas de Pesquisa: Mídia e Cotidiano, e Culturas Midiáticas Audiovisuais. O PPGC está no segundo ano de funcionamento e realiza a sua terceira Seleção.

O candidato deverá elaborar seu projeto voltado para a temática da linha, observando, além disso, a perspectiva teórica trabalhada pelos professores que compõem a linha. De acordo com a coordenação do curso “não será homologado pré-projeto de mestrado que não contemple a temática da linha e a perspectiva teórica dos professores que a compõem”.

Admissão ao Programa

Os candidatos ao Mestrado devem: a) ter concluído Curso de Graduação plena; b) ter seu pré-projeto aceito, em caráter eliminatório, para participar do processo de seleção; c) ser aprovado numa prova escrita eliminatória, cujos conteúdos serão definidos no âmbito das disciplinas da área de concentração, em função da linha de pesquisa em que for oferecida vaga; d) ser aprovado em entrevista, também de caráter eliminatório, que constará de discussão sobre o pré-projeto do candidato, e do exame do Curriculum Vitae; e) obter classificação (feita com base nas médias das notas obtidas na prova escrita e na entrevista) compatível com o número de vagas oferecidas pelo orientador para o qual foi aprovada sua inscrição.

A inscrição poderá ser feita pessoalmente ou por procuração na secretaria do Programa, no campus da UFPB em João Pessoa, no horário das 08 às 12 horas. Também serão aceitas inscrições enviadas por SEDEX, postadas até às 12 horas do último dia das inscrições, conforme calendário estabelecido pelo Programa. A homologação da inscrição, com base na análise da documentação apresentada, caberá à Coordenação do Programa. Sua divulgação se dará na Secretaria do Programa, e na internet na página www.cchla.ufpb.br/ppgc.

Por que as mudanças são tão lentas na educação?

José Manuel Moran


Por que numa época de grandes mudanças sociais, elas acontecem de forma tão lenta na educação? Por que profissionais inteligentes se acomodam em rotinas, em modelos repetitivos, que muitas vezes causam pouca realização pessoal, profissional e econômica? Sem dúvida a educação depende de melhores condições de formação, remuneração e valorização profissional. Mas quando observamos instituições educacionais públicas e privadas de renome e que possuem relativamente boas condições de trabalho, ainda assim os resultados são muito inferiores ao desejável. Por que profissionais educacionais bem preparados demoram para executar mudanças pedagógicas e gerenciais necessárias?

Mudanças dependem de uma boa gestão institucional com diretrizes claras e poder de implementação, tendo os melhores profissionais, bem remunerados e formados (realidade ainda muito distante). Mas um dos caminhos que pode esclarecer algumas dificuldades da mudança pessoal é que as pessoas têm atitudes diferentes diante do mundo, da profissão, da vida. Em todos os campos encontramos profissionais com maior ou menor iniciativa, mais ou menos motivados, mais convencionais ou proativos. Nas instituições educacionais – organizações cada vez mais complexas - convivem gestores e professores com perfis pessoais e profissionais bem diferentes.

Numa primeira análise, constatamos que existem, basicamente, dois perfis profissionais (com diferentes variáveis e justificativas): os automotivados e os que precisam de motivações mais externas. Os automotivados são mais ativos, procuram saídas, não se detêm diante dos obstáculos que aparecem e por isso costumam realizar mais avanços a longo prazo. Os motivados externos são mais dependentes, precisam ser mais monitorados, orientados, dirigidos. Sem essa motivação externa perdem o ímpeto, quando aparecem dificuldades, ou quando o controle diminui. Os automotivados pesquisam e, com poucos recursos ou condições, constroem novos projetos. Os dependentes, nas mesmas ou melhores condições, preferem executar tarefas, obedecer ordens, realizar o que outros determinam. Os dependentes querem receitas, os automotivados procuram soluções. Por que uns são mais motivados do que outros? Uma das explicações, na minha opinião, é que os motivados procuram ou encontram um sentido mais profundo no que fazem na vida do que os dependentes, que encaram a educação mais como profissão e sobrevivência econômica, sem outros ideais que os orientem.


Nas mesmas instituições educacionais e nas mesmas condições, gestores, professores, funcionários mostram posturas e perfis diferentes. Encontramos basicamente quatro tipos de profissionais:


1. Profissionais previsíveis
São gestores e professores que aprendem modelos e tendem a repeti-los permanentemente. Gostam da segurança, do conforto da repetição. Dependem de motivações externas. Fazem pequenas alterações, quando pressionados, mas, se a pressão da autoridade diminui, o comportamento tradicional se restabelece.
Encontramos profissionais previsíveis competentes, que realizam um trabalho exemplar, sério, dedicado. E encontramos também previsíveis pouco competentes, pouco preparados, que copiam modelos, receitas sem muita criatividade.


2. Profissionais proativos, automotivados
São gestores e professores que buscam sempre soluções, alternativas, novas técnicas, metodologias. Procuram, em condições menos favoráveis, fazer mudanças (se motivam para continuar aprendendo). Diante de novas propostas ou idéias, fazem pesquisa, e procuram implementá-las e avaliá-las.

Temos duas categorias de proativos: Uns são dinâmicos, ágeis e implementam soluções previsíveis, conhecidas, aprendidas em palestras ou cursos de formação. Outros são proativos inovadores: Trazem propostas diferenciadas, ainda não tentadas antes. Ambos são importantes para fazer avançar a educação, mas é dos inovadores neste momento que precisamos mais.

3. Profissionais acomodados
São professores e gestores que procuram a educação porque – na visão deles - é uma profissão pouco exigente e muito segura. Não se ganha muito, mas permite ser levada como “um bico”, sem muito compromisso. São profissionais burocráticos, que fazem o mínimo para se manter; questionam os motivados, os jovens idealistas; culpam o governo, a estrutura, os alunos pelos problemas. Muitas vezes ocupam cargos importantes e os utilizam em proveito próprio ou de grupos específicos, que os apóiam ou elegem. São um peso desagregador e imobilizador nas escolas, que torna muito mais difícil realizar mudanças.


4. Profissionais com dificuldades maiores
Alguns tem dificuldades momentâneas ou conjunturais. Passam por uma crise pessoal ou familiar, ou alguma doença que dificulta o seu desempenho profissional. Com o tempo se recuperam e retomam o ritmo anterior. Mas também há profissionais que possuem dificuldades mais profundas. Pode ser de relacionamento - são difíceis, complicados, não sabem trabalhar em grupo – de esquizofrenia, de autocentramento – se acham os donos do mundo – e tantas outras. São pessoas difíceis, que complicam muito o andamento institucional, a relação pedagógica e a gestão escolar.

Nas instituições convivem estes quatro tipos de profissionais, que contribuem de forma diferente para os avanços necessários na educação:
- Os previsíveis, mesmo vendo os problemas, preferem continuar com sua rotina confortável e só mudam com uma pressão continuada externa.
- Os proativos estão prontos para fazer mudanças, mesmo antes de serem solicitadas institucionalmente e procuram implementá-las em pequena escala, quando não há ainda uma política institucional que favoreça as mudanças.
- Os acomodados são os que mais criticam o estado das coisas, os que culpam os demais pelos problemas – governo, direção, alunos mal preparados, condições de trabalho, salários baixos – e utilizam esses questionamentos que fazem sentido para justificar sua não ação, sua pouca preocupação com as mudanças efetivas. Criticam muito, realizam pouco e atrapalham os proativos, muitas vezes com críticas corrosivas e pessimistas (“já vimos esse filme antes e não deu em nada”, “isso é fogo de palha, idealismo de jovens...”).
- Os que têm dificuldades maiores são também um peso na mudança, porque ou estão em um período complicado e pouco podem contribuir ou possuem personalidades difíceis, ariscas, autoritárias, que tornam complexa a convivência, quanto mais a mudança.


A gestão das mudanças



É importante ressaltar que a atitude fundamental de maior ou menor proatividade pessoal não é inata, pode ser aprendida e modificada por cada um. As atitudes não são definitivas. Uns migram de uma atitude mais passiva para outra mais dinâmica, quando acham sentido novo no que fazem. Outros podem cansar-se de ser pró-ativos incompreendidos e se acomodam no convencional.


A mudança pode ser induzida, provocada, preparada. Quando há uma insistência institucional maior, quando os gestores mantêm por muito tempo a atenção focada na mudança ela acontece mais facilmente. Quando surge num ímpeto temporário, sem o acompanhamento permanente, costuma provocar uma acomodação dos que não estão motivados. Preferem voltar ao conforto do habitual. Em organizações fragmentadas em grupos, nichos, onde não há diretrizes e modelos de gestão convergentes, as mudanças são muito mais difíceis, porque dependem do voluntarismo pessoal e grupal e não da gestão profissional convergente.


Para a mudança da mentalidade acomodada de muitos gestores e educadores, o mais importante é criar condições de trabalho, econômicas e de formação para que os melhores alunos encontrem motivos para serem professores e ter um processo de seleção que realmente escolha os melhores candidatos.


Vale a pena que, além de profissionalizar a gestão institucional, mostrar na gestão pessoal que sendo pró-ativos conseguimos maior realização e ganhos profissionais em reconhecimento e econômicos. Os proativos são mais requisitados, porque trazem mais benefícios para a instituição, se souberem também trabalhar em equipe. Muitos pensam que fazendo o previsível, já é suficiente e é o melhor na relação custo-benefício. Há pouco incentivo para mostrar que a mudança, que a atitude positiva, proativa traz uma realização muito maior, principalmente a longo prazo. É importante fazer uma divulgação maior dos empreendedores, dos inovadores, dos proativos, dos que trazem contribuições significativas para a instituição, para os alunos e também para si mesmos.


Propostas de mudança num período de transição

Na educação costumamos apresentar propostas pedagógicas fechadas ou iguais para todos. Diante da diversidade de posturas profissionais e motivações diferentes dos profissionais, penso que seria interessante apresentar propostas pedagógicas com alguma flexibilidade:
- para os mais previsíveis e motivados externamente, funciona mais criar conteúdos,roteiros detalhados de aprendizagem, atividades, avaliação (passo a passo). Precisam de materiais, livros, orientações específicas.
- para os automotivados e proativos é mais importante mostrar possíveis caminhos, roteiros de aprendizagem diferenciados. O importante não é o conteúdo pronto, mas as dinâmicas, as atividades, as possibilidades de pesquisa, a criação de condições de aprendizagem (motivar, orientar...), a relação teoria-prática, os projetos.


Na educação precisamos da flexibilidade criativa dos pró-ativos e da previsibilidade também, porque a maioria prefere o que é o previsível ao inovador. Os automotivados e pró-ativos gostam de menos detalhamento. Inventam mais os próprios caminhos, desenvolvem seus projetos. Como temos atualmente mais profissionais motivados externamente do que proativos precisamos de estratégias diferenciadas para poder conseguir fazer mudanças mais significativas e profundas.


As Secretarias de Educação podem preparar materiais detalhados de como ensinar cada conteúdo específico para a maioria dos docentes, porque eles se sentem mais confortáveis e seguros com eles. Esses professores não exploram muito por conta própria os roteiros de aprendizagem. Daí o sucesso das empresas que fornecem pacotes com livros e materiais multimídia prontos, iguais para todos. Ao mesmo tempo precisam sinalizar, apoiar e incentivar mudanças profundas na organização pesada atual, apoiando inovações no currículo, nas metodologias, na organização de ensino e aprendizagem, na inserção de tecnologias em rede, na formação continuada, apoiando gestores, professores e escolas que apresentem projetos pedagógicos viáveis neste período de transição para outros diferentes em construção, e que serão realizados certamente pelos mais automotivados inovadores. As mudanças na educação são lentas e difíceis, mas precisam ser aceleradas porque o que temos feito até agora é estruturalmente insuficiente para acompanhar o ritmo alucinante experimentado pela sociedade como um todo.

http://www.eca.usp.br/prof/moran/lentas.htm

Novo portal da Capes facilita acesso à informação científica

Em, 10/11/2009

A partir de amanhã (11), o Novo Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) estará disponível a todas as universidades federais do país. O lançamento acontece em Brasília, durante a solenidade de comemoração do IX Aniversário do Portal.

O novo sistema vai facilitar o acesso à informação científica disponível no Portal de Periódicos. Uma novidade é a possibilidade de realizar buscas integradas no acervo assinado pela Capes, por meio de uma pesquisa por autor, assunto ou palavra-chave. Esse recurso foi desenvolvido pela equipe do Portal com a aquisição das ferramentas Metalib e SFX, da empresa israelense Ex Libris.

O Novo Portal também vai oferecer aos usuários um layout mais amigável e o acesso personalizado ao conteúdo, de acordo com a área de interesse do pesquisador. As funcionalidades fazem parte do Projeto de Atualização Funcional e Tecnológica do Portal de Periódicos, uma parceria entre a Capes e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Durante essa etapa de implantação do projeto, as instituições terão acesso às páginas do antigo e do novo Portal de Periódicos.

Acesse o Portal de Periódicos no endereço: www.periodicos.capes.gov.br.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Comissão de Educação do Senado aprova 14º salário para professor

10/11/2009
Tarsila do Amaral


A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado aprovou nesta terça-feira (10) um projeto de lei que institui o 14º salário para profissionais da educação básica da rede pública de ensino. A proposta seguirá para análise da Comissão de Assuntos Econômicos e depois, para a Comissão de Assuntos Sociais.

Se for aprovada nas duas próximas comissões, será enviada para a análise da Câmara dos Deputados.

O que você acha do professor ter um 14º salário por mérito?



A medida é de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e teve como relator o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), autor do substitutivo que obteve a aprovação.

De acordo com o projeto, para ter direito ao 14º salário em dezembro, os profissionais da educação básica pública precisam elevar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de sua escola em pelo menos 50%.

O benefício também será pago aos profissionais que alcançarem o Ideb igual ou superior a sete. O projeto ainda estabelece que o pagamento do 14º salário deverá ocorrer até o final do semestre subsequente ao da publicação dos resultados do Ideb.

Na discussão do projeto, Cristovam explicou que a medida não cria competição entre os professores, pois serão beneficiados todos os docentes da escola que cumprir a exigência de elevação do Ideb.

"O que vai ocorrer é uma cobrança de uns professores sobre os outros" disse, citando como exemplo a pressão que deverá ocorrer sobre professores que faltam muito e que, com esse comportamento, poderão prejudicar os demais.

* Com informações da Agência Senado

http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/11/10/ult105u8873.jhtm

Mestrado em Engenharia de Produção inscreve para seleção

Terça, 10 de Novembro de 2009 - 17h55


O Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Produção da Universidade Federal da Paraíba (PPGEP/UFPB) inscreve até o dia 30 de novembro, para seleção de candidatos ao curso de mestrado em Engenharia de Produção com ingresso no 1º trimestre de 2010.

O PPGEP/UFPB está estruturado a partir da área de concentração “Gestão da Produção”, dividida em duas subáreas: Tecnologia, Trabalho e Organizações e Gerência da Produção de Bens e Serviços.

O corpo docente do PPGEP/UFPB é composto por professores doutores do Departamento de Engenharia de Produção da UFPB, de outros departamentos da UFPB e de outras instituições de ensino.

São oferecidas 20 vagas. Podem concorrer candidatos de formação superior, com validade nacional, em qualquer área de conhecimento; graduandos que concluam seus estudos até a data da primeira matrícula.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Educação a distância cresce, mas sem a qualidade necessária








José Manuel Moran


De acordo com os dados do Ministério da Educação (MEC), o número de alunos matriculados em cursos superiores a distância cresceu 106% entre 2007 e 2008

“A educação a distância (EAD) avançou muito no Brasil, mas de forma desordenada. Estamos muito distantes de trabalhar com a qualidade necessária e com avaliações adequadas”, analisou o professor aposentado pela Universidade de São Paulo (USP), José Manuel Moran, no Seminário “Ensino a distância e Banco de Dados no Ensino Superior”. O evento foi realizado em São Paulo (SP) na última semana pelo Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (CEDEC).

De acordo com os dados do Ministério da Educação (MEC), o número de alunos matriculados em cursos superiores a distância cresceu 106% entre 2007 e 2008. O dado representou o aumento da participação da EAD no Ensino Superior brasileiro – antes era de 4,2%; em 2008, passou para 7,5%. No ano passado, havia 761.099 matrículas nessa modalidade distribuídas entre 109 instituições de ensino públicas e privadas.

“Avançamos, mas com defeitos. Temos de mudar o modelo de gestão e fazer com que a iniciativa privada atenda seus alunos de forma séria”, disse Moran.

Segundo o professor, as instituições particulares, ao planejarem a expansão para a EAD, priorizam as metas quantitativas. “Os aspectos pedagógicos são engolidos pela visão econômica”, ressaltou Moran, que já realizou consultorias para redes de ensino privada e é pesquisador da área de tecnologia educacional.

O professor também acompanha iniciativas públicas. “Eu sou a favor da Universidade Pública a Distância, mas o modelo de gestão implantado no Brasil é absolutamente caótico”.

Tendo como objetivo a expansão da educação pública, o MEC criou em 2005 a Universidade Aberta do Brasil (UAB) – sistema que busca articular as instituições já existentes para estimular a ampliação da oferta de ensino superior, priorizando a formação de professores para Educação Básica.

“Não há uma cultura de integração entre as universidades. É o curso da USP, o da Unesp. Não conseguimos ter uma proposta conjunta. Se esse modelo permanecer, vamos pagar um preço terrível no futuro”, alertou Moran.

Moran criticou ainda algumas regras do MEC para o Ensino Superior a Distância. O professor considera um contrassenso um modelo de educação a distância ancorado na territorialidade. “É preciso fazer a ponte entre Federal e Estadual, olhando mais para o macro”.

O professor da USP lembrou ainda que legislação brasileira exige que no mínimo 20% do total de horas-aula dos cursos credenciados pelo MEC seja presencial. “Não temos EAD no Brasil, mas semipresencial. Na graduação, se não tiver o polo local, o projeto não passa pelo MEC”.

Moran apontou outro desafio para que aumente a qualidade dessa modalidade de ensino: a formação de profissionais para trabalhar com EAD. “Como vamos criar equipes que possam gerenciar tanto o presencial quanto a EAD?”, questionou.

Para o professor da Universidade de Educação a Distância (UNED), da Espanha, Santiago Castillo Arredondo, é importante ter professores dedicados apenas a EAD. Já Moran defende uma maior integração entre os profissionais das duas modalidades. Também considera importante haver um currículo comum para os cursos a distância e presencial. “A Universidade é uma só e deve ter políticas integradas”, argumentou o docente brasileiro.

Modelo de Avaliação Internacional

O seminário contou ainda com a presença do professor da Universidade Aberta de Portugal, Domingo Caiero. Ele apresentou a experiência portuguesa na avaliação de EAD.

Fundada em 1988, a Universidade Aberta oferece 15 licenciaturas e está desenvolvendo uma proposta de indicadores para avaliar a EAD em Portugal. Segundo Caieiro, a Agência de Avaliação e Creditação de Ensino Superior criou indicadores para a modalidade presencial, mas são insuficientes para avaliar a qualidade da EAD.

“Até novembro, teremos os indicadores para o ensino a distância em Portugal. A proposta é enviar à Agência para que ocorra uma integração entre os modelos de avaliação”, explicou Caieiro.

Talita Mochiute

http://www.achanoticias.com.br/noticia.kmf?noticia=9077053

domingo, 18 de outubro de 2009

Reportagem sobre analfabetismo ganha prêmio Vladimir Herzog



A Agência Brasil foi a vencedora do 31° Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos na categoria Analfabetismo Cultural, com a reportagem especial multimídia Analfabetismo: a exclusão das letras, veiculada em maio de 2009. A TV Brasil recebeu menção honrosa na mesma categoria com série de três reportagens sobre educação.

Veja mais reportagens do especial:

No ritmo atual, Brasil ainda levará décadas para erradicar o analfabetismo
Especialistas: Idade avançada é entrave para superar analfabetismo
Analfabetismo funcional é mais um desafio que o Brasil precisa enfrentar
MEC não consegue atrair docentes para trabalhar em turmas de alfabetização
Metas de redução do analfabetismo serão cumpridas, diz MEC

A reportagem especial Analfabetismo: a exclusão das letras foi produzida pela repórter Amanda Cieglinski, com colaboração de jornalistas das sucursais da Agência Brasil em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Curitiba e Manaus, da equipe de fotografia e da equipe multimídia da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A reportagem traz um retrato do analfabetismo no Brasil. Com a contribuição de especialistas e depoimentos de quem enfrenta as dificuldades da falta de letramento no dia a dia, o especial aponta as principais causas do problema e possíveis caminhos para que o país supere esse desafio.

Já a série de reportagens televisivas, produzida pelo repórter Fábio Féter em escolas de ensino fundamental e médio da rede pública da grande São Paulo, apresenta desafios da educação, com questionamentos sobre como educar e para que educar, além de abordar o problema do analfabetismo funcional. A série foi veiculada entre julho e agosto de 2009.

Em 2008, a Agência Brasil também foi vencedora do prêmio Vladimir Herzog, na categoria internet, pelo webdocumentário Nação Palmares.

A cerimônia de entrega do 31° Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos será realizada no dia 26 de outubro, em São Paulo.

http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/10/16/ult105u8798.jhtm
16/10/2009

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Tarsila do Amaral



Nascida em Capivari, SP, em 1886, a pintora Tarsila do Amaral é, indiscutivelmente, um ícone da arte brasileira nesse século. Podemos dizer que Tarsila do Amaral encontrou soluções extremamente pertinentes para o que talvez seja o maior dilema da arte brasileira contemporânea: a difícil combinação entre as novas informações e a tradição advindas da arte européia e o caldo cultural brasileiro, principalmente no que se refere à expressão popular.

Tarsila do Amaral teve uma formação acadêmica muito sólida, em São Paulo e em Paris, o que não resultou para a artista em amarras estéticas ou imposições formais. Muito pelo contrário, a formação acadêmica só reforçou a singularidade da cultura popular brasileira para Tarsila.

É essa cultura que seria reinterpretada e redescoberta à luz do modernismo brasileiro. Tarsila do Amaral é peça chave do movimento modernista, integrando o “grupo dos cinco”, formado por intelectuais e artistas fundadores do movimento, como Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Pichia. Nessa época começa o namoro com Oswald de Andrade, com quem se casaria em 1926.

Tarsila do Amaral foi uma artista muito consciente da sua importância no movimento modernista e da inserção da sua obra no panorama brasileiro das artes plásticas. Tarsila integrava a vanguarda intelectual e artística da época, cultivando uma forte amizade com o intelectual franco-suíço Blaise Cendrars.

Em 1928, pintou o Abaporu, tela batizada por Oswald e pelo poeta Raul Bopp, e que inspiraria o movimento o movimento antropofágico, importante movimento cultural da década de 1930, vinculado ao modernismo e encabeçado por Oswald de Andrade. Em 1950, Sergio Milliet organizou retrospectiva da artista no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Tarsila participou também da I Bienal, em 1951. Em 1964, participou da Bienal de Veneza e em 1969 o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro inaugurou uma grande exposição de sua obra: 50 Anos de Pintura. Esse quadro de Tarsila bateu o recorde de preço de uma obra brasileira, estando situado hoje na Argentina.

É considerada uma das mais importantes artistas brasileiras que, embora tenha tido uma curta carreira, criou obras de expressão inigualável para a arte moderna no Brasil.


CRONOLOGIA


1886 – Nasce em Capivari, São Paulo.

1917 – Estuda com Pedro Alexandrino e Elpons, em São Paulo.

1920 – Estuda na Academia Julian, em Paris.

1922 - Liga-se ao grupo modernista em São Paulo, integrando o “grupo dos cinco”, formado por intelectuais e artistas fundadores do movimento, como Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Pichia.

1923 – Viagem à Europa com Oswald de Andrade. Estuda com André Lhote e Albert Gleizes.

1924 – Início da fase Pau-Brasil.

1976 – Retrospectiva na Bienal de São Paulo.

1977 – Retrospectiva no MAM – RJ.

1983 – Retrospectiva Centro Cultural São Paulo.

1984 – Retrospectiva MAM-SP.

1984 – Exposição “Tradição e Ruptura, Síntese de Arte e Cultura Brasileira”, Fundação Bienal de SP.




quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Preparação do pedagogo em um período de mudanças

Por Maria Alice de Castro Rocha
http://www.nota10.com.br/novo/web/artigos_view.php?id_artigos=454
Em, 09/10/2009


Francisco Brenand

Acredito ser a preparação do educador uma das responsabilidades mais nobres existentes em uma sociedade. Como seres humanos, estamos destinados ao aprendizado e à construção de conhecimentos advindos.

O Pedagogo é preparado para pensar a educação, em seus vários âmbitos. E esta é hoje muito complexa, pois vivemos no mundo dominado pela tecnologia que inaugurou uma nova forma de relação entre as pessoas e as informações, o conhecimento.

O centro primeiro da Pedagogia é, entretanto a docência, sobretudo da educação infantil e do ensino fundamental (séries iniciais). Muitos, diante disto, dirão que esta é a parte mais simples de uma formação acadêmica, pois se trata de se ocupar do início de aprendizados simples, sem grandes sofisticações.

Pode-se mesmo acreditar que qualquer um cuida de criança e qualquer um ensina as primeiras letras e os primeiros cálculos. Isto só se poderia considerar por desconhecimento do que significa educação e o cuidar .

Para ensinar um saber devemos dominá-lo. Então quem sabe escrever, sabe ensinar.... Ledo engano. O ensinar trabalha não só com dado saber como com formas de permitir que o outro construa seu conhecimento. O domínio de um saber não basta para que o outro construa seu conhecimento. Como diria Guy Brousseau, o professor precisa criar situações didáticas que favoreçam o conhecer, o aprender.

Isto é, o professor é responsável por fornecer subsídios para que cada ser construa seu conhecimento. Deve lidar hoje com gestão de conhecimentos e de pessoas, que ultrapassa o fornecimento de dados prontos. Lida não só com as construções atuais como com projeções futuras e com um ser dotado de vivências próprias paralelas e anteriores; com sonhos e simbolismos.

É um profissional que deve dominar questões teóricas complexas para entender o sentido da educação e ao mesmo tempo entender as metodologias e práticas de ensino que lhe permitam construir um saber prático profissional. Deve receber subsídios para uma formação que lhe permita perguntar: para quê? Por quê? O que ensinar? E como fazê-lo. Nada na educação é neutra, sem consequências.

Lida com o alicerce das pessoas, mediando formas de se portar diante do conhecer, do aprender, do respeito pelo saber e pelo outro e por si próprio.É o principal responsável pela introdução do ser no conhecimento formal e sistematizado dominado pela sociedade, mas envolto em muitos outros aspectos que formam um ser de possibilidades infindáveis.

Torna-se fundamental pesquisar-se formas de se preparar este educador para o domínio de uma profissão que pede novas maneiras de se lidar com estratégias diversas num mundo complexo que permitam o aprender, sem esquecer o significado que estas possam ter em um contexto mais amplo que envolva o ser, a sociedade e o ecossistema.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Gracias, Mercedes Sosa!



“A voz da América Latina”, foi o que mais se ouviu após a morte de Mercedes Sosa ser anunciada, no domingo. A cantora argentina, de 74 anos, estava internada desde o dia 18 de setembro, com uma doença hepática que foi agravada por problemas respiratórios. A comoção em Buenos Aires levou muitos fãs à despedida da cantora no Congresso Nacional argentino.
Vários artistas brasileiros já reverenciaram não só o talento de Mercedes Sosa, mas o que ela representava em termos de integração da América Latina. Milton Nascimento, Beth Carvalho, Fagner, Gal Costa, Chico Buarque - todos tiveram a oportunidade de, em algum momento, dividir o palco com ela. Uma das maiores artistas da música argentina - ao lado de Carlos Gardel e Astor Piaz-zolla - ela se notabilizou por músicas que continham mensagens sociais, em uma época em que tanto a Argentina quanto o Brasil eram dominados por ditaduras.
Suas canções inspiraram os opositores desses regimes nesses países e em outros do continente que também sofriam com regimes totalitários, denunciando os abusos contra as liberdades. Acabou tendo que se exilar na Europa. “La Negra”, como era carinhosamente conhecida, não era íntima da música regional por acaso: sua família trabalhava numa plantação de cana-de-açúcar. Ela se tornou, ainda adolescente, professora de dança folclórica. Aos 15 anos, participou de um concurso em uma rádio - o que resultou em um contrato de dois anos.
Foi nos anos 1970 que se tornou um símbolo das lutas democráticas, como uma das principais expressões do movimento chamado “nuevo cancionero”. Em 1979, chegou a ser presa, durante um show com uma plateia cheia de estudantes. Libertada 18 horas depois, deixou a Argentina.
Mesmo após a queda das ditaduras no continente, a cantora manteve-se gravando contra as guerras e em dia com sua postura de vida - tanto é que levou três Grammys latinos nos anos 2000: por Misa Criola, em 2000; Acústico, em 2003; Corazón Libre, em 2003. Está indicada a mais três (incluindo disco do ano), por Cantora, um disco em dois volumes lançado este ano, no qual faz parcerias com artistas como Caetano Veloso e Shakira.
Foram 70 discos, em que canções como “Gracias a la vida” e “Si se calla el cantor”. A cremação da cantora estava prevista para ontem, após o fechamento desta edição. Se a integração da Latinoamérica já é difícil para os brasileiros, só não é mais “gracias a Mercedes Sosa”.

Por: RENATO FÉLIX
http://jornaldaparaiba.globo.com/

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A fase da mordida na educação infantil







Por Adelita Martinez


Licenciada em Pedagogia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), especializada em Administração Escolar, com pós-graduação em Psicopedagogia pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP).
Contato:martinezade@hotmail.com



Todos nós conhecemos alguém que já passou por isso! Ou já teve o filho mordido na escola, ou o próprio é que está mordendo tudo e todos. Enquanto professora, sempre que tenho esse problema em sala, costumo agir com muita calma e chamar os dois para uma conversa bem tranquila.

Começo perguntando se o amigo é uma maçã, ou se o braço (ou local mordido) por um acaso é uma salsicha, ou uma pizza. Óbvio que eles rindo respondem que não! Continuo num tom sério porém sem grandes alardes, e pergunto o que normalmente eles comem. Ficam horas listando macarrão, chocolate, pão, tomates,... Para concluir nossa conversa, volto a perguntar, se o braço do amigo não é uma comida, então porque você está mordendo? A gente morde maçã, pizza, o que mais? E eles ajudam na lista... E o braço do amigo a gente morde? E eles mais do que depressa respondem que Não! Então, braço (ou qualquer parte que seja) NÃO é comida, portanto a gente Não morde. Agora pizza, tomate, maçã,.... a gente MORDE!

Muitas vezes a mordida não é intencional! Enquanto mãe sei que é realmente difícil entender pois imaginar sua frágil criança sozinha com monstros mordedores de criancinhas...nos faz querer defender nossas crias e isto é o nosso INSTINTO MATERNO. Muitas vezes, mães chegam a orientar os filhos: olha morda de volta, não seja fraco! Mas se ensinarmos as crianças a dizerem aos amigos: NÃO gosto quando faz isso; ISSO dói muito; VOCÊ me machucou; ou qualquer forma verbalizada de expressar um sentimento, eles assimilaram da mesma maneira e resolveram o conflito sem gerar mais violência. Eles não sabem o que motivou o amigo a morder, mas sabem que a mordida que vão dar de volta para se defender é uma agressão, pois dói e eles não gostaram dessa sensação. Mas estão causando essa sensação ruim no amigo.

Temos sempre que tomar cuidado com os nossos NÃOS. A criança precisa de uma explicação lógico pois senão fica confusa! É como dizer para elas NÃO grite. Aí o papai fanático por futebol leva seu filho no estádio e aos berros grita o nome do timão e incentiva o filho a gritar junto. Peraí, mas não me orientaram a não gritar? Hum, confuso. A criança precisa do complemento não só do não! Sim filho você pode gritar assim, mas no estádio, no parque, aqui em casa (ou no restaurante, ou no cinema) não pode porque é fechado e vai doer nosso ouvido, não é legal, né?

Você vai ajudar sua criança a fazer distinção desde cedo de lugares e associá-los ao seu comportamento. Aqui vai algumas motivações sobre o porquê das mordidas: As crianças exploram o mundo usando TODAS as partes do seu corpo e os seus sentidos, portanto a boca é uma delas. Ao explorar o mundo, elas também estão aprendendo a lei da causa e efeito, testando reações as suas ações. Elas não sabem que a mordida dói e não consegue ainda projetar o que o outro está sentindo.

As crianças são o centro das atenções em suas famílias, na escola essa atenção tem que ser dividida. Que tal dar uma mordidinha para prestarem atenção em mim, mesmo que seja uma atenção “negativa”. E é obvio que sempre vai ter aquele amigão que imita tudo, e por imitação vai acabar mordendo também! Temos sempre que lembrar que crescer é bem “cansativo”para nossos pequenos.

Você já parou para pensar a tonelada de informações, mudanças no corpo, dores, sentimentos, pessoas enfim tudo o que eles estão conhecendo? As vezes a mordida é o meio deles dizerem que estão sobrecarregados, cansados, estressados, frustrados e como eles ainda não aprenderam a verbalizar tudo isso, é mais fácil e rápido canalizar esses sentimentos com uma mordida! É rápido e fácil! E não adianta ficar perguntando o porque, pois eles ainda não sabem expressar ou identificar e verbalizar o que sentem.

Se esse comportamento for repetido com muita frequência e fugir do controle, então as causas podem não ser as citadas acima. Sim! Existem casos de crianças agressivas e mal comportadas, ou sem limites. Nestes casos, a intervenção deverá ser outra, com especialistas pois a família vai ter que estar junto com a escola para resolver esse problema em sintonia uma com a outra.

Em, 02/10/2009
http://www.nota10.com.br/novo/web/artigos_view.php?id_artigos=449

Violência contra a mulher na Paraíba



Olá pessoal...

Vejam essa matéria....Como é gritante em nosso estado a violência contra nós mulheres....

A violência contra a mulher não pára na Paraíba: somente de janeiro a setembro deste ano, 30 mulheres foram assassinadas, 17 sofreram tentativa de homicídio e 40 foram vítimas de estupro.

Detalhe: os dados fornecidos pelo Centro da Mulher 8 de Março se limitam ao que foi apurado no noticiário e, portanto, excluem os que não foram mencionados pela imprensa.

Para protestar contra essa situação, o Centro da Mulher 8 de Março adotou a idéia de que "Em briga de marido e mulher, todos têm que meter a colher – o poder público, a família, a sociedade". E programou para o dia 7 de outubro, a partir do meio-dia, na lagoa do Parque Solon de Lucena, em João Pessoa, um ato público.


O slogan do protesto será "Diga NÃO à violência doméstica! O direito de ser feliz começa em Casa. Tome uma atitude". A entidade está lembrando em campanha: a violência doméstica é crime, precisa ser denunciado e punido, nunca justificado ou desculpado. Ela é praticada pelo marido, ex-marido, companheiro, amante, namorado e também acontece nas relações homoafetivas.

O Centro da Mulher 8 de Março avalia que a violência praticada contra as mulheres é motivada pelas desigualdades entre homens e mulheres e pelas relações de poder, pelo machismo. E lembra que em agosto de 2006 foi assinada a Lei Maria da Penha, que coíbe e previne a violência contra a mulher.



Wellington Farias
Quarta, 30 de Setembro de 2009 - 15h55

http://www.portalcorreio.com.br/noticias/matler.asp?newsId=102098